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riscos_e_rabiscos

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O Pum. (take 2)

 

Foi dia de entrega de testes. Excelentes notas, a nota mais baixa foi um 74%, e a alegria estava estampada no rosto dos miúdos. No rosto e em mais algum sítio...

 

Depois de todos verem quanto tiveram, perguntar aos amigos a sua percentagem, começou-se a corrigir o teste no quadro. Começo a escrever no quadro e quando me viro...

 

- Ó teacher... o C. deu um pum..., disse-me a E. num tom quase inaudível.

 

- Não percebi nada, E. . Repete lá de novo...

 

- O C. tá aos puns... , repetiu a E. em coro com o K., que está sentado ao lado do C.

 

"Ai o caraças", outra vez, pensei eu com os meus botões.

 

- C. vai à casa de banho, se faz favor..., peço eu meio zangada meio a rir.

 

- Mas eu não quero ir...

 

- Ai queres, queres... vai lá à casa-de banho...

 

- Mas eu não quero ir...

 

- Mas nós também não queremos levar com os teus puns e temos que estar a levar... vai lá à casa de banho... - disse eu mais séria já. é que comecei a sentir o cheiro nauseabundo das ventosidades anais do senhor C. .

 

Vendo-se sem alternativa, o senhor C., lá levanta as nalgas a custo da cadeira e vai dar uma voltinha até à casa de banho. Excusado será dizer que os outros estavam a rir-se, não do colega, mas da situação caricata que se estava a passar.

 

Aproveitando a situação para "ensinar boas maneiras", e enquanto me abanava com um teste para afastar o cheirete, disse à turma - cuja maioria tinha o nariz escondido debaixo da camisola - que todos nós fazíamos o mesmo, que era uma coisa normal no ser humano mas que quando tínhamos vontade, pedíamos para ir à casa de banho.

 

Só a mim é que me acontecem destas! O miúdo deve comer couves e bróculos e cebolas com fartura porque é meio gorducho e assim faz dieta, e depois vem expandir a "alegria" para a minha aula. Deve pensar que eu estou a precisar de "ar novo", de ficar verde... Ó valha-me nossa senhora do sagrado olfacto... Argh!